Hipernovas
Operadoras e provedores, tremei!Até o fim do ano, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br)) vai descobrir exatamente como anda a qualidade dos serviços de banda larga no Brasil e informará sobre a velocidade das conexões por CEP. Para isso, desenvolveu o software Sistema de Medição de Tráfego de Última Milha (Simet), que será aplicado em duas circunstâncias: voluntariamente, por iniciativa dos usuários, bastando acessar o link abaixo; e em 100 residências por todo o Brasil, onde o NIC.br instalou thin clients com receptores GPS e conexão exclusiva, contratada pelos usuários (e pagas pelo projeto) junto às operadoras e provedores com maior participação de mercado. Detalhe: operadoras e provedores não saberão onde as máquinas estão localizadas. Para o projeto de pesquisa, o NIC.br fez parcerias com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro) e com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e tem apoio da Rede Nacional de Pesquisas (RNP). Os resultados serão divulgados no início de 2010. http://www.ceptro.br/Simet
Brasil chega a 168 milhões de celulares...
A marca foi atingida em outubro, com a habilitação de 1,9 milhão de novas linhas, um crescimento de 1,15% em relação a setembro. A participação da tecnologia 3G pulou de 6,59 milhões para 7,95 milhões, sendo 4,2 milhões de terminais de dados (minimodem). A densidade do serviço móvel chegou a 87,6 acessos por 100 habitantes. Do total de acessos, 82,27% são pré-pagos e 17,73%, pós-pagos. A tecnologia GSM continua dominando a preferência dos brasileiros, com participação de 90,04% ou 151,2 milhões de aparelhos. A operadora Vivo mantém a liderança do mercado, com 49,5 milhões de assinantes e 29,5% do total de acessos, seguida por Claro (42,7 milhões de assinantes), Tim (39,8 milhões) e Oi (35,1 milhões). CTBC, Sercomtel e Unicel detêm menos de 1% de participação no mercado. As informações são da Anatel.
…e terá 165 milhões de acessos banda larga em 2018
Em meados de novembro, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, insistiu na previsão: o país deve ampliar, até 2018, para 165 milhões o número de acessos à internet banda larga, atualmente limitados a 15 milhões. Para chegar lá, disse Sardenberg, as operadoras deverão investir R$ 250 bilhões. O Brasil já é o quinto mercado mundial em telefonia móvel e o sétimo em telefonia fixa – o que explica porque o setor de telecomunicações responde atualmente por mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Mas o governo teve de obrigar as operadoras a introduzir tecnologia de segunda geração (2G) nas regiões Norte e Nordeste. Passada essa fase, explicou Sardenberg, será o momento de transformar
o serviço 2G em 3G (terceira geração). “A universalização é fundamental”, afirmou.
A internet brasileira chora @dpádua
No noite de sábado, dia 21 de novembro, a Orquestra de Tambores de Aço da Casa da Cultura Tainã, de Campinas, fez uma homenagem a Daniel Pádua, morto na véspera, aos 29 anos. O Seminário Internacional do Fórum da Cultura Digital Brasileira, concluído naquele mesmo sábado, foi dedicado a “@dpádua, o amigo, companheiro e construtor de imaginários”. As homenagens multiplicaram-se pela rede e o Partido Pirata criou uma página em seu wiki para receber contribuições destinadas a alimentar uma biografia de Daniel Pádua na Wikipedia. Incansável ativista digital, Daniel foi um dos fundadores da Metareciclagem, rede distribuída que atua desde 2002 no desenvolvimento de ações de apropriação de tecnologia, e cunhou expressões como “teleiro” – o designer de interfaces adaptadas à produção colaborativa com ferramentas open source. Em 2002, criou o Blogchalking, ferramenta pioneira de agregação de redes sociais; em 2004, introduziu no Ministério da Cultura a ferramenta Xemelê, baseada no protocolo XML; e, em 2009, participou da equipe que criou o Blog do Planalto. Presença constante em eventos brasileiros de software llivre e pela liberdade na internet, @dpádua foi um dos arquitetos da comunidade digital que busca uma sociedade mais justa no Brasil. http://partidopirata.org/wiki/index.php/Daniel_Pádua
O espernear da antipirataria
Proibir a importação de CDs e DVDs virgens: essa é a proposta das grandes corporações cinematográficas para coibir a pirataria de filmes, música e software no Brasil. A idéia foi sugerida por Marcos Oliveira, diretor da Motion Pictures Association (MPA) no Brasil, durante audiência pública da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado do Congresso Nacional, em novembro. O consumo brasileiro “legal” de CDs e DVDs virgens deve atingir 20,8 milhões de unidades em 2009 – mas 999 milhões de unidades serão importadas. Oliveira garante que 80% dessa importação vem de empresas que não estão cadastradas como fornecedoras de produtores de conteúdos. O que significa, diz ele, que a mídia importada vai para os piratas. Quando uma ilegalidade acontece nesta proporção, tem alguma coisa errada com a legalidade. Ou não?
ARede ganha prêmio de jornalismo
A editora-executiva d’ARede, Áurea Lopes, ganhou o Prêmio Seprorj de Jornalismo 2009, na categoria Revista, com a reportagem “Um laptop por aluno”, publicada na edição nº 47, de maio de 2009. A matéria descreve a experiência da cidade de Piraí (RJ), um dos cinco municípios do país escolhidos pelo Ministério da Educação para testar o projeto Um Computador por Aluno (UCA). O Seprorj é o Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro e esta foi a primeira edição do prêmio, que visa a reconhecer as melhores reportagens que estimulem a inovação tecnológica e a geração de novos negócios no segmento de TI no estado do Rio de Janeiro. Também foram premiadas as repórteres Carmen Célia, da TV Brasil; Paula Cabral, do Jornal do Commercio; e Erika Franziska, do Portal Gente Que Inova. Na entrega do prêmio, a 7 de dezembro, cada vencedor receberá R$2 mil.
O “Manifesto Verde” do celular
O GSMA, fórum que congrega operadores e fabricantes de equipamentos móveis de todo o mundo, lançou, a 18 de novembro, na Ásia, o seu “Manifesto Verde”, que pretende reduzir as emissões de gás carbônico por conexão até 2020, com relação a 2009. Essa meta cobre todas as emissões que estão sob controle das operadoras móveis, incluindo consumo de energia, rede, prédios e transporte. Em 2020, deverão estar conectados 8 bilhões de celulares em todo o mundo – um crescimento de 70% – e a indústria quer manter sua emissão de gases em 0,5% do total das emissões de 2020. Até lá, tanto os fabricantes de celulares como os fabricantes de equipamentos de rede comprometeram-se a reduzir em 40% a energia consumida por seus produtos.
Os horrores do projeto inglês
Não bastasse a Assembléia Nacional francesa ter aprovado em setembro, por 258 votos a 131, a Lei Hadopi 2, agora o governo inglês divulga a íntegra do seu projeto da Lei da Economia Digital. É ainda pior – muito pior – do que se previu. Entre outras barbaridades, a lei simplesmente dá poder de xerife ao secretário da Fazenda e seus sucessores. O secretário, Peter Mandelson, literalmente inventar as penas que bem entender (multa, cadeia...) para quem ele achar que cometeu algum “crime” contra direitos autorais e propriedade intelectual. Leia-se compartilhamento de arquivos de música, filmes, o que quer que seja que Mandelson entenda que prejudica os interesses das grandes corporações de entretenimento. Naturalmente, a idéia da “resposta gradual” – que desconecta automaticamente o usuário que, por três vezes, for flagrado baixando arquivos protegidos – foi mantida e os provedores são praticamente obrigados a vigiar e dedurar os usuários, sob pena de multas que chegam a 250 mil libras esterlinas (cerca de R$ 700.000,00). Como se vê, todo povo tem seu Eduardo Azeredo.
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