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Frankencamera, a câmera digital de código aberto
Que tal uma câmera digital em que todas as características básicas – foco, exposição, velocidade do obturador, disparo do flash etc. – são controladas por um programa que pode ser livremente alterado por qualquer um? “A idéia é construir uma câmera baseada em código aberto”, explica o professor Marc Levoy (à esq. na foto), do Departamento de Ciências da Computação da Universidade Stanford, na Califórnia. Andrew Adams (à dir. da foto), um dos alunos de doutorado de Levoy, ajudou a desenhar o protótipo da chamada Frankencamera, que ganhou esse apelido porque junta um monte de partes e peças disponíveis no mercado: placa-mãe do tipo tudo-em-um da Texas Instruments, rodando Linux, e dotada de uma pequena tela LCD; processador digital de imagens extraído de um celular Nokia N95 e lentes de uma velha câmera Canon. O corpo da máquina foi construído pelos pesquisadores.Adams imagina um futuro em que os consumidores poderão baixar aplicações para suas câmeras de plataforma aberta do mesmo jeito que os iPhones de hoje baixam aplicações da Apple. O aluno e o professor planejam colocar o sistema operacional da máquina online dentro de um ano, para que os usuários possam melhorá-lo continuamente, como o navegador Firefox ou o próprio Linux, e criar novos aplicativos para a câmera. A meta é ampliar a experimentação com fotografia digital, que hoje só ocorre nas bancadas de laboratórios, com muitos recursos.
http://news.stanford.edu/news/2009/august31/levoy-opensource-camera-090109.html


O jogo da privacidade:  “Você não me conhece,  mas eu te conheço...”
A Six to Start, uma empresa inglesa especializada em jogos e contação de histórias online, acaba de lançar o Smokescreen (cortina de fumaça), um jogo multiusuário que ajuda a compreender os perigos da perda de privacidade online. Ele inventa uma nova rede social – a White Smoke – e reproduz situações que acontecem nas redes sociais com mais frequência do que se imagina: festas anunciadas no Orkut que acabam invadidas por uma horda de desconhecidos, gente perseguida no MSN, namoros online que acabam muito mal... O que você faria se uma dessas situações acontecesse com você? O desafio na rede social fictícia é descobrir em quem você pode confiar. Em uma missão, por exemplo, você usa o motor de busca “Gaggle” para encontrar as contas no “Fakebook” e no “Tweetr” de uma menina que interessa um amigo seu. Depois, você vai pesquisando para descobrir com quem a menina vai sair hoje à noite, o que ela vai vestir e quais são os interesses dela, assim seu amigo poderá abordá-la facilmente. Cada pedacinho de informação parece totalmente inocente, mas, quando você coloca todos esses pedacinhos juntos, dá para perceber como é fácil construir um perfil completo de uma pessoa – e como seria perigoso se esse perfil caísse nas mãos de um maluco. www.smokescreengame.com/



Surdos podem até dançar com este programa...
Uma tese de doutorado em Educação Física na Universidade de Campinas (Unicamp) transformou-se em dois programas de software que ajudam os surdos a seguir o ritmo de músicas. A idéia partiu da pesquisadora Teumaris Buono Luiz, da Unicamp, que trabalha com surdos desde 1997 e escolheu o tema do ritmo para seu doutorado. Os dois programas – BPM Counter e VMP Counter, este para celulares – trabalham com estímulos visuais e táteis. O BPM Counter dá dicas de ritmo a partir de oito quadrados negros dispostos na tela do computador. Se a música for acelerada,  quadrados vermelhos marcarão o ritmo e, se for lenta, alternam-se com quadrados azuis. A versão para celulares faz a mesma coisa, mas por meio de vibrações, o que permitirá aos deficientes auditivos dançar em meio a outras pessoas (em vez de ficar próximo às caixas de som, tocando-as, para poder acompanhar). “Agora, estamos esperando que as operadoras de telefonia celular se interessem em oferecer o programa nos celulares de forma abrangente, sem custo adicional”, afirma Teumares. http://www.imago.ufpr.br/linux_acessivel/bpmcounter/



... e viver sem-fio com este
O Streamer é uma nova linha de acessórios para aparelhos de audição, que utiliza tecnologia sem-fio para interligar telefones fixos, celulares e aparelhos de televisão. Com ele, os deficientes auditivos podem controlar o volume da televisão e atender o telefone. O Streamer é baseado em tecnologia Bluetooth, que conecta os aparelhos auditivos a outros aparelhos (como TV e telefone). Conforme explica a responsável técnica da empresa, a fonoaudióloga Isabela Gomes, responsável técnica da empresa no Brasil, o som do telefone é prioritário em relação ao som da televisão. Deste modo, quando o telefone toca, o som da televisão é automaticamente interrompido no aparelho auditivo do usuário. Isabela também explica que o Streamer tem um alcance de cerca de 10 metros e já está à venda nas lojas do Centro Auditivo Telex, representante da multinacional Oticon no Brasil.



Firefox 4.0 deve sair até o final de 2010
A Fundação Mozilla, responsável pelo desenvolvimento do navegador Firefox, anunciou que a versão 4.0 do navegador Firefox estará pronta até outubro ou novembro de 2010. Entre as novidades da próxima versão estão uma interface mais leve e suporte a movimentos em telas sensíveis ao toque. Ela também será mais estável que o atual Firefox. A Mozilla também revelou que vai copiar algumas idéias do Chrome, como o funcionamento independente de cada aba do navegador. Antes de tudo isso, porém, a fundação vai liberar as versões 3.6 e 3.7, capazes de interpretar javascript mais rapidamente, sincronizar favoritos e carregar páginas mais depressa.


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