Hipernovas
Patentes de Linux, quem diria? Mais de 50 mil...A Open Invention Network (rede de invenção aberta ou OIN, na sigla em inglês), grupo formado por IBM, Red Hat, Sony, Philips e Novell, anunciou a 8 de setembro a compra de mais 22 patentes relacionadas com o Linux – todas da Microsoft, que agora ficou com apenas 178 das 200 patentes Linux que possuía. No total, fala-se na existência de até 50 mil patentes relacionadas com o Linux. O objetivo da compra é simplesmente evitar que tais patentes caiam em mãos de “entidades não praticantes”, ou seja, indivíduos ou empresas que não usam as patentes para fazer algum produto e sim para tirar dinheiro de grandes empresas que, porventura, tenham infringido as patentes.
... e a OIN quer comprar tudo que puder
A OIN compra patentes e libera seu uso, de graça, para qualquer companhia, instituição ou indivíduo que concorde em não usar os direitos de suas próprias patentes contra qualquer sistema Linux (incluindo, evidentemente, os sistemas Linux desenvolvidos e vendidos pelos cinco integrantes da OIN, cujo site já enumera 120 patentes compradas). O interesse da OIN é compreensível: a International Data Corporation (IDC), uma empresa de análise do mercado global de tecnologia, afirma que o software aberto baseado em Linux é uma das indústrias que mais cresce no mundo. O negócio Linux, diz a IDC, tem crescido 25,9% ao ano, duplicando de US$ 20 bilhões em 2004 para mais de US$ 40 bilhões em 2007.
Bull coopera com Serpro em soluções de software livre
O Serpro, maior prestador de serviços de tecnologia da informação (TI) no âmbito federal, e a Bull, grande corporação francesa de TI em software aberto, acabam de assinar um acordo de cooperação sem precedentes, centrado no desenvolvimento conjunto de tecnologias de fonte aberta e software livre para serviços de governo eletrônico e de educação. Pelo acordo, o Serpro e o Estado brasileiro terão acesso às mais inovadoras tecnologias de fonte aberta da Bull, que são desenvolvidas sobretudo em seus laboratórios de Grenoble, na França. O Brasil foi pioneiro no mundo em uso de fonte aberta para serviços de governo eletrônico. O acordo amplia as relações entre o Serpro e a Bull para as áreas de tecnologias de portais; soluções abertas de middleware; frameworks de desenvolvimento de software, orientados principalmente às plataformas Serpro e Bull já existentes (Demoiselle e NovaForge); e software livre orientado à educação inovadora (Web 2.0 etc.).
PNAD mostra que desigualdade regional persiste
Só 31,2% dos domicílios brasileiros (17,95 milhões deles) têm computador – e só dois de cada dez computadores residenciais estão conectados à internet. Em compensação, de 2007 para 2008, o porcentual de máquinas conectadas subiu de 20% para 23,8%. Mas permanece a concentração dos domicílios conectados – mais da metade deles ou 10 milhões – na região Sudeste do país, confirmando a desigualdade regional que concentra no Sul não apenas os computadores residenciais mas também aqueles conectados à internet. Estes números foram divulgados no dia 18 de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) relativa ao ano de 2008. O estudo é publicado anualmente e traz uma radiografia da situação econômica do país, com informações sobre população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimentos.
Desta vez, os dados também mostraram que, de 2007 para 2008, mais 4,4 milhões de domicílios brasileiros passaram a ter algum tipo de telefone, dos quais 3,98 milhões adquiriram somente celular. Assim, com alta de 5,3%, a participação dos domicílios com algum tipo de telefone passou a ser 82,1% (ou 47,2 milhões). Já os domicílios que têm somente celular chegaram a 21,7 milhões (37,6% do total), um aumento de 5,9%. www.ibge.gov.br
Comissão julga inscritos no Prêmio ARede
Mais de 200 projetos de inclusão social concorrem ao Prêmio ARede 2009, que encerrou inscrições dia 31 de agosto. Entre eles, predominam os projetos enviados por organizações do terceiro setor e, mais uma vez, projetos com foco nas temáticas educacionais. A Comissão Julgadora, composta por 15 especialistas envolvidos com inclusão digital, resgate da cidadania e produção de conhecimento para a inclusão social, já está avaliando os finalistas – cinco por categoria – de acordo com os critérios do regulamento. As categorias são: projetos de iniciativa de empresas (direta ou indiretamente, por meio de fundações e institutos); de iniciativa de organizações da sociedade civil; de iniciativa do setor público; projetos na área de educação. O Prêmio ARede elege também a Personalidade do Ano em inclusão digital. Nada menos que 14 personalidades foram indicadas para essa homenagem. Além das categorias, também são homenageadas as Empresas Amigas da Inclusão Digital, que recebem um troféu e um selo. Os vencedores serão apresentados ao público no dia 16 de novembro, na cerimônia de entrega do Prêmio ARede, que será no Instituto Itaú Cultural, em São Paulo.
Justiça do PR condena P2P à ilegalidade
O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu, no dia 15 de setembro, que os aplicativos P2P são ilegais e que a oferta desse tipo de software em um site com publicidade configura tentativa de lucro indireto com a infração de direitos autorais. No Código Penal, a pena prevista para esse tipo de crime é de dois a quatro anos de prisão – e os desembargadores paranaenses parecem ignorar os usos legais e legítimos da tecnologia P2P. A vítima, no caso, foi a empresa Cadari Tecnologia da Informação, que gerencia o site iPlay, onde o uso compartilhado de arquivos K-Lite Nitro é incentivado. A ação foi movida contra a Cadari pela Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos (APDIF), hoje parte integrante da Associação Antipirataria de Cinema e Música (APCM). Pela lógica da decisão, que só tem valor entre as partes, “qualquer site no Brasil que ofereça clientes P2P estaria sujeito a ter seu negócio ameaçado pela suposta ilicitude do ato de hospedar determinados tipos de software”, avalia Omar Kaminski, advogado especializado em tecnologia.
Europa quer inclusão digital de empresas no Mercosul
Foi lançado no dia 8 de setembro, em Montevidéu (Uruguai), o Projeto Mercosul Digital, uma iniciativa do Mercosul e da Comissão Européia. A iniciativa pretende que os países do Mercosul coloquem em prática políticas comuns para tecnologias da informação e comunicação (TICs) e favoreçam seu uso competitivo nos setores público e privado, assim como na sociedade civil. O projeto inclui a formação e capacitação de recursos humanos por meio de uma escola virtual.
São Paulo proíbe celular nas escolas
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo vetou, no ano passado, o uso de celular nas escolas da rede pública. Agora a proibição chegou às escolas públicas municipais. Foi uma extensão da lei que já restringia o uso de celular em teatros e bibliotecas da capital paulista e que agora proíbe até a opção vibração. Nas escolas particulares, a proibição já existe há mais tempo, embora ainda seja preciso lidar com a resistência de alunos e até dos pais. O objetivo das autoridades educacionais é conter abusos, que acabam atrapalhando as aulas. Mas há outra forma de conter o abuso: educar os estudantes para o uso consciente do celular – e sobretudo aproveitar a tecnologia móvel para aplicações educacionais, em vez de simplesmente proibir.




